domingo, 6 de janeiro de 2008

Passivo Enudecer




Amo um amor inconsciente
Um prelúdio do belo intocado
Uma aspiração da morte.
Amo o que desconheço,
Em uma tolice obscena
Desse meu espaço
Intimo e ferrífero.
Dispo-me de uma
Nudez platônica
Que, em meus olhos,
Tem se exagerado.
Eu me limito nesse
Pejo complacente
Na tentativa de uma
Lealdade incógnita.
Visto-me de tua nudez
Conveniente.
Desse teu olhar
Desconhecido
E do teu amor inconsciente.
Dispo-me da máscara
Que não me cabe
Nesse orgulho
Que não se extingui
Dos meus eus inexistentes.
Ponho-me à censura
Acometo-me das mágoas
E dos lamentos...
Dos pecados... Da tortura...
Da nudez, desse amor
Desconhecido.

4 comentários:

Anônimo disse...

Os grandes gênios se mostram na mocidade.Por quê? Porque o tempo tem medo de perdê-los.

Ricardo Moura disse...

A sua nudez me deixa sempre com aquele calorzinho bom nas bochechas, nem muito que me incomode nem pouco que eu não o perceba...a sua nudez me mostra o mais inocente eu!

Eterna Primavera disse...

Que lindo!

Poetisa de categoria.

=)

Telma Rodrigues disse...

Passei no blog da Sw e acabei por encontrar este novo espaço, que devo dizer que me surpreendeu!
Gostei especialmente deste poema!..Simples, despido...porem tao complexo.
Parabens pelo trabalho. =)
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